Doutrina do Espírito Santo (Parte 2): Os ministérios do Espírito Santo
April 02, 2023A relação entre o Espírito Santo e Jesus Cristo / Os ministérios do Espírito Santo
Andamos falando do ministério e pessoa do Espírito Santo. Hoje, quero falar da relação entre o Espírito Santo e Cristo, a segunda pessoa da Trindade. O que se descobre é que o ministério de Jesus foi capacitado e permeado pela presença do Espírito Santo.
Por exemplo, o Espírito Santo é responsável pela concepção virginal de Jesus. Leiam Lucas 1.35. No caso, o anjo Gabriel diz a Maria: “O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso aquele que nascerá será santo e será chamado Filho de Deus”. Assim, o Espírito Santo é responsável pela concepção virginal de Cristo, logo no começo.
Igualmente no começo do ministério terreno de Jesus, vemos o Espírito Santo presente e ativo. Virem a página para Lucas 3.21-22. É o batismo público de Jesus, a partir do qual ele começa o seu ministério público. Lemos assim: “Depois que todo o povo fora batizado, e Jesus também, enquanto ele orava, o céu se abriu; e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e uma voz disse do céu: ‘Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado’”. No caso, todas as três pessoas estão presentes no batismo de Jesus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que desce sobre o Filho no seu batismo a fim de capacitá-lo para o ministério público para o qual Deus o chamara.
Os milagres e exorcismos que Jesus realizou durante o seu ministério terreno foram feitos pelo poder do Espírito Santo. Leiam Atos 10.38. É o sermão de Pedro a Cornélio e a sua casa. Pedro fala “como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo Diabo, porque Deus era com ele”. No caso, é pelo poder e unção do Espírito Santo que Jesus consegue desempenhar o seu ministério de cura milagrosa.
Quanto aos exorcismos, voltem para Mateus 12.28. Jesus diz ali: “Mas, se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios, então o reino de Deus chegou a vós”. Assim, o seu poder como exorcista veio pela unção do Espírito Santo que estava sobre si.
Não só a atividade milagrosa de Jesus que foi capacitada e ungida pelo Espírito Santo, mas também a sua pregação. Voltemos para o Evangelho de Lucas 4.14-21:
No poder do Espírito, Jesus voltou para a Galileia; e sua fama se espalhou por toda a região. Ele ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para fazer a leitura. Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías;[1] ele o abriu e achou o lugar em que estava escrito:
“O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque me ungiu para anunciar boas novas aos pobres;
enviou-me para proclamar libertação aos presos
e restauração da vista aos cegos,
para pôr em liberdade os oprimidos
e para proclamar o ano aceitável do Senhor”.
E, fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhares de todos na sinagoga estavam fixos nele. Então ele começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabais de ouvir”.
Uau! Aí Jesus diz que a profecia de Isaías — o Espírito do Senhor está sobre mim para pregar as boas novas — manifesta-se no seu ministério. Assim, a sua pregação e ensino sobre o reino de Deus também foram capacitados e dirigidos pelo Espírito Santo.
Por fim, a continuidade do ministério de Jesus após a sua ressurreição e ascensão ao céu é levada adiante pelo Espírito Santo. João 16.7, 13-15:
Todavia, digo-vos a verdade; é para o vosso benefício que eu vou. Se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, eu o enviarei.
...
Quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá a toda a verdade. E não falará de si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará, pois receberá do que é meu e o anunciará a vós. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso eu vos disse que ele, recebendo do que é meu, o anunciará a vós.
Assim, depois de Jesus ressuscitar e ascender ao céu, durante a sua ausência neste universo de espaço-tempo, é o Espírito Santo, ao longo da era da igreja, que leva adiante e estende o ministério de Jesus, até que ele volte.
Por isso, creio que consigam ver que, na pessoa e obra de Jesus, o Espírito Santo tem envolvimento muito ativo. Sem dúvida, se o próprio Jesus precisou da unção e do poder do Espírito Santo para realizar o ministério que Deus o chamara a fazer, quanto mais nós, decaídos e pecadores, precisamos da unção e poder do Espírito Santo para realizar a obra que ele nos deu para fazer!
DISCUSSÃO COMEÇA
Aluno: Não sei se tem a ver com a relação entre o Espírito Santo e Jesus, mas será que poderia falar um pouco mais sobre esta cena em que Jesus é batizado, e o Espírito Santo desce sobre ele “em forma corpórea”? Não me lembro de ouvir falar de uma forma corpórea do Espírito Santo.
Dr. Craig: Isto não se encontra em todos os evangelhos. Em alguns dos outros evangelhos, Jesus olha para cima e tem uma espécie de visão. Não fica claro se é algo que quem estava ao redor teria visto ou se foi um tipo de revelação privada a Jesus. Será que foi uma visão (em que ele vê os céus abertos, e o Espírito Santo a descer como uma pomba e a repousar nele) que só Jesus teve? Ou será que foi algo que as pessoas ao seu redor teriam visto, como um pássaro de fato a descer do céu e pousar no seu ombro? Não sei a resposta a esta pergunta. Nos outros evangelhos, parece que foi algo mais visionário. Tudo depende da força desta palavra “corpórea”, de Lucas. Será que quer dizer, literalmente, uma pomba de carne e osso, ou será que ele só quis dizer que estava na forma desta coisa? Não sei a resposta.[2]
Aluno: Por que Jesus diz que, se não partir, o Espírito Santo não virá? Isto sempre me deixou um pouco confuso. O que pensa a este respeito?
Dr. Craig: Penso que o Pentecoste é a chave, e vou falar algo mais a este respeito nas nossas próximas aulas. Parece haver grande diferença entre a era da igreja e a antiga aliança (até ao tempo e durante o tempo de Jesus). Na antiga aliança, parece que o Espírito Santo estava presente apenas temporariamente com juízes e outros chamados por Deus para fazer obras grandes e poderosas. Ele vinha sobre eles temporariamente para fazer algo, mas, então, deixava-nos mais uma vez. Por outro lado, na era da igreja pós-pentecostal, parece que o Espírito Santo, agora, é a posse permanente de todo crente; parece que somos habitados pelo Espírito Santo de forma muito especial, como não era até então. Assim, na economia de Deus, ele escolheu capacitar a igreja de um modo em que as pessoas não eram capacitadas e ungidas até aquela época. É neste sentido que nos foi vantajoso que Jesus fosse embora e que o Espírito Santo continuasse, agora, o ministério dele.
Pode-se também pensar que, simplesmente em razão das limitações geográficas de Jesus, era vantajoso à igreja que o Espírito Santo continuasse o ministério dele, porque, agora, tornou-se mundial, simultaneamente, e não confinado à geografia do lugar onde se encontrava o corpo físico de Jesus. Assim, pode-se pensar em inúmeras formas nas quais nos é vantajoso que Jesus esteja fisicamente ausente, mas que o seu Espírito Santo continue a obra dele por todo o mundo.
Aluno: Em relação ao comentário da pomba a descer, será que não se trata de paralelo a Noé e a vinda da pomba? Será que não teria alguma importância para as pessoas?
Dr. Craig: Pode muito bem ser o caso. Você está pensando na história em que Noé encontra uma pomba após o diluvio, o que indica que há terra firme. Mas é a identificação dela com a pessoa do Espírito Santo que é peculiar no batismo de Jesus. Parece funcionar de modo distinto do que no caso de Noé ao encontrar a pomba a voar.
Aluno: O senhor mencionou o Espírito Santo a habitar em nós permanentemente, sendo ele o sinal de que somos salvos, como crentes. A minha pergunta é a seguinte: dado que o Espírito Santo habita em todos os crentes permanentemente, será possível que alguém seja crente, em algum momento tenha o Espírito Santo a habitá-lo, mas depois se desvie e não seja mais salvo?
Dr. Craig: Esta pergunta é gigantesca. Será que um cristão genuinamente regenerado, que nasceu de novo e é habitado pelo Espírito Santo, pode perder a sua salvação? Falaremos disto mais à frente, quando chegarmos à doutrina da justificação. Não quero opinar a esta altura, porque precisaria justificar a minha opinião, o que nos levaria a uma longa discussão. Se não aguentar esperar até chegarmos a ela, procure online Defensores, série 2, e ali encontrará as lições sobre a doutrina da justificação e a seção sobre a perseverança dos santos. Pode-se obter este material online, no curso Defensores 2.[3]
Aluno: Estava pensando na relação de Jesus com o Espírito Santo. Será que já houve alguma declaração teológica de que, talvez, a forma em que Jesus era plenamente Deus e plenamente homem foi que ele tinha a plenitude do Espírito Santo em si, como ser humano pleno? Será que alguém já propôs algo assim?
Dr. Craig: Creio que deve ter havido, porque parece muito parecido com o adocionismo, uma heresia primitiva em que Deus adotou o homem Jesus para ser o seu Filho especial. Pode-se imaginar que isto se deu por meio da habitação e capacitação que recebeu do Espírito Santo. Porém, não consigo dar o nome seguro de alguém que cresse assim. Nos antigos debates trinitários e nos debates sobre a encarnação, gente como Apolinário enfatizou com muito vigor a diferença entre encarnação e habitação.[4] Habitação é, simplesmente, a presença do Espírito de Deus em ser humano comum, mas encarnação envolve unidade mais profunda do que mera habitação. As pessoas podem ser habitadas pelo Espírito de Deus ou por demônios, mas não quer dizer, portanto, que o demônio ou que Deus se encarnou. A distinção entre encarnação e habitação tornou-se importantíssima nesses debates antigos sobre encarnação. Porém, não consigo dar o nome de algum herege antigo que pensasse que, em razão de ser habitado pelo Espírito de Deus, Jesus era divino, de algum jeito.
Aluno: À luz de Hebreus 8 e 9, ao se falar da primeira aliança e da segunda aliança (a velha aliança versus a nova aliança), é como que se explicasse por que Jesus teve de ir embora, a fim de que o Espírito Santo viesse. É quase como se fosse para nós adentrarmos na nova aliança, conforme Hebreus 8.11: “Ninguém terá de ensinar ao próximo, nem a seu irmão, dizendo: ‘Conhece ao Senhor’; porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles”. Fala da nova lei em nós. Li o versículo errado. No meu entendimento simplista, é como se Jesus se relacionasse com Deus Pai na plena medida do Espírito Santo. Ele está tentando nos dar o meio, o canal, para recebermos a plena medida do Espírito Santo mediante a sua redenção e sacrifício. Então, acho que Hebreus 8 e 9 explicam a questão. É por isso que a velha aliança precisou ser abolida e a n0va aliança estabelecida no seu corpo e na liberação do Espírito Santo.
Dr. Craig: Muito bem! Está longe de ser simplista! É um entendimento muito perspicaz. O que ela indica é que, de acordo com o livro de Hebreus (capítulos 8 e 9), Jesus adentrou o céu para exercer o seu ministério de sumo sacerdote, em intercessão em nosso favor. Leiam Hebreus 9.11 em diante:
Mas Cristo, vindo como sumo sacerdote dos bens já presentes, por meio do tabernáculo maior e mais perfeito, não erguido por mãos humanas, isto é, não desta criação, e não por meio do sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no lugar santíssimo e obteve eterna redenção. Porque, se quanto à purificação da carne o espalhar do sangue de bodes e touros e das cinzas de uma novilha santifica os que estão impuros, quanto mais o sangue de Cristo, que, imaculado, por meio do Espírito eterno ofereceu a si mesmo a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes o Deus vivo!
O que ele está dizendo aqui é que há o ministério intercessor celeste de Cristo em nosso favor como o sumo sacerdote. É observação muito boa para entender por que Jesus deixou este mundo. Ele o fez a fim de adentrar o céu e, ali, exercer o seu ministério intercessor sumo-sacerdotal em nosso favor. Muito bom.
DISCUSSÃO TERMINA
Voltemos, agora, a nossa atenção para um exame de alguns dos ministérios proeminentes do Espírito Santo. Creio que o que vamos descobrir é uma lista surpreendentemente extensa de ministérios que o Espírito Santo tem.
1. A criação do universo. Gênesis 1.2-3: “A terra era sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. Disse Deus: ‘Haja luz’. E houve luz”. Assim, bem no começo da criação, o Espírito de Deus está envolvido.[5] Ele está envolvido na obra da criação.
2. O Espírito Santo está envolvido na revelação divina. Em 1 Coríntios 2.9-10, 12-13, Paulo diz:
Mas, como está escrito:
“As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram,
nem penetraram o coração humano,
são as que Deus preparou para os que o amam”.
Deus, porém, revelou-as a nós pelo seu Espírito. Pois o Espírito examina todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus.
Versículo 12:
Não temos recebido o espírito do mundo, mas, sim, o Espírito que vem de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus. Também falamos dessas coisas, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais.
Aqui, Deus, mediante o Espírito Santo, está a revelar-nos verdades divinas e a capacitar-nos para entendê-las.
3. O Espírito Santo é responsável pela inspiração das Escrituras. Em 2 Pedro 1.20-21, “Sabei antes de tudo que nenhuma profecia das Escrituras é de interpretação particular. Pois a profecia nunca foi produzida por vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, conduzidos pelo Espírito Santo”. Aqui, descreve-se o poder sustentador e operante do Espírito Santo na inspiração da Escritura. Se estiver interessado a ir mais a fundo, remeto às lições anteriores em Defensores, quando falamos sobre a doutrina da inspiração, na nossa seção sobre a Doutrina da Revelação.
4. O Espírito Santo está envolvido na concepção de Cristo. Mais uma vez, vamos ler Lucas 1.30-31, 34-35:
Então o anjo lhe disse: “Não temas, Maria; pois encontraste graça diante de Deus. Ficarás grávida e darás à luz um filho, a quem darás o nome de Jesus”... Então Maria perguntou ao anjo: “Como isso poderá acontecer, se não conheço na intimidade homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso aquele que nascerá será santo e será chamado Filho de Deus”.
Assim, o Espírito Santo está envolvido na concepção virginal de Cristo.
5. O Espírito Santo é responsável pela regeneração dos crentes, ou seja, pelo renascimento espiritual dos crentes que experimentamos. João 3.5-7:
Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: ‘Necessário vos é nascer de novo’”.
No caso, Jesus descreve o renascimento ou novo nascimento, e o termo teológico para isto é regeneração. O Espírito Santo é o que torna a pessoa espiritualmente viva, onde antes havia apenas morte espiritual.[6] Assim, é mediante o Espírito Santo que somos regenerados e, portanto, aptos para o Reino de Deus. Sem tal obra regeneradora do Espírito Santo, Jesus diz que ninguém pode entrar no Reino de Deus.
6. A habitação e o batismo do crente. Romanos 8.9. No caso, Paulo descreve a habitação do Espírito Santo de que todo crente desfruta. Diz ele: “Vós, porém, não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. (Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.)”. O que Paulo diz é que é o Espírito Santo em nós que faz a diferença decisiva se a pessoa é ou não verdadeiramente cristã. Quem quer que não tenha a habitação do Espírito Santo em si não é cristão. É irregenerado. Porém, quem quer que tenha o Espírito Santo a habitar em si é crente regenerado e, portanto, pertence a Cristo.
Em 1 Coríntios 12.13 se faz a mesma observação. Diz assim: “Pois todos fomos batizados por um só Espírito para ser um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito”. Paulo, no caso, diz que é por sermos batizamos no Espírito Santo que somos inseridos no corpo de cristo. A razão por que somos membros do corpo de Cristo é este batismo do Espírito Santo, que nos identificou com Cristo como um dos seus membros. Mediante o batismo e a habitação do Espírito Santo, nós, crentes, pertencemos a Cristo e somos parte do seu corpo.
7. O Espírito Santo dá-nos a certeza da salvação. Em Romanos 8.14-16, Paulo diz:
Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes um espírito de escravidão para vos reconduzir ao temor, mas o Espírito de adoção, pelo qual clamamos: “Aba, Pai!”. O próprio Espírito dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus.
Assim, como ter certeza da salvação? Como saber que você é filho de Deus, nascido de novo? É com o testemunho do Espírito Santo no seu espírito. Esta é a fonte da certeza de que você é cristão regenerado e remido.
8. O Espírito Santo dá a capacitação para a vida espiritual. Em Gálatas 5.16-18, 25, Paulo diz:
Mas eu afirmo: Andai pelo Espírito e nunca satisfareis os desejos da carne. Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne. Eles se opõem um ao outro, de modo que não conseguis fazer o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, já não estais debaixo da lei... Se vivemos pelo Espírito, andemos também sob a direção do Espírito.
Assim, é no caminhar diário no Espírito — no caminhar no poder do Espírito Santo — que podemos combater e viver acima dos desejos da carne, que nos arrastariam e nos afundariam no pântano do pecado, além de manchar as nossas vidas com a vida impura. É por meio do poder do Espírito Santo que somos capacitados para viver a vida cristã.[7] A vida cristã não pode ser vivida com êxito no poder da carne. É por isso que os cristãos que não caminham no poder do Espírito Santo são tão miseráveis e tão derrotados na sua caminhada cristã, porque, no poder da carne, não se pode viver com êxito a vida cristã. É preciso o poder do Espírito Santo.
Estes são apenas alguns dos ministérios do Espírito Santo. Da próxima vez, vamos continuar a investigar mais maneiras pelas quais o Espírito está a ministrar-nos nas nossas vidas. Em seguida, vamos ouvir quaisquer perguntas que tivermos sobre o assunto.[8]