#330 Alguns dos meus Debates Preferidos
May 16, 2015Dr. Craig,
Eu sou um dos vários ateus que sente que você é um ótimo adversário de debate. Eu tenho revisado o seu site e as Perguntas & Respostas e encontrei apenas dois posts relativos a debate.
Estou interessado em saber quais são os 5 ou 10 debates favoritos que você teve. Em uma daquelas Perguntas anteriores, você mencionou Jesseph como um oponente difícil. Porém esse debate aconteceu em 1996! Espero que você pelo menos tenha sido desafiado pelos debates com Dacey, Ahmed, Stenger e/ou Parsons!
Eu, absolutamente adoraria ouvir quais são seus debates favoritos!
Obrigado,
Joe
- país não especificado
United States
Dr. Craig responde
A
Enquanto escrevo isto, Joe, eu estou viajando para a Austrália e por isso sou grato de responder uma pergunta pessoal, que não requer que eu pense muito, mas recordar um pouco. Para responder a sua pergunta, eu quero que você entenda que os favoritos abaixo relacionados (demais para resumir em apenas dez!) não foram necessariamente debates contra os meus melhores adversários. Pessoas como Austin Dacey, Edwin Curley, Paul Draper, Quentin Smith e outros, estariam entre os adversários mais dignos de confiança com quem eu debati, mas esses não são os debates que ficam na minha mente pessoalmente. Para mim, geralmente a única coisa que traz de volta boas lembranças será algo que fez o debate especial, como um local incrível ou uma atmosfera elétrica ou muito peso no debate. Aqui eles estão em ordem alfabética:
1. Arif Ahmed e Andrew Copson na Cambridge Union. Debater na Universidade de Cambridge, na sociedade de debates mais antiga do mundo, simplesmente foi mágico. A tradição, as galerias cheias de estudantes, a câmara onde meu colega Peter Williams e eu falamos fez a experiência de uma vida.
2. Shabir Ally inúmeras vezes no Canadá. Esses debates me deram a oportunidade de falar com um público fortemente muçulmano, que não teria ido a um evento cristão. Talvez o meu favorito tenha sido o nosso debate na Universidade de York, que eu me lembre, sobre o tema "O que eu Devo Fazer para Ser Salvo?" porque permitiu que o Evangelho fosse claramente proclamado e defendido. Shabir é um dos adversários mais difíceis e cautelosos que eu tenha enfrentado alguma vez. Ele torce você em nós se você não tiver cuidado. Eu até comecei a escrever algumas letras, depois de um dos nossos debates sobre ele (a ser cantado ao som de "Príncipe Ali" da Disney):
Shabir Ally, astuto é ele!
Astuto e cauteloso!
Muda as coisas de lugar,
Cita Raymond Brown
Em apoio ao Islã!
Enfim, só cheguei até aí!
3. Peter Atkins no Carter Center, Atlanta. Esse incrível evento aconteceu pelos esforços de Dr. Jim Tumlin, um médico renal da Universidade Emory e um homem de visão. Não só ele foi capaz de conseguir o Carter Center como o local, mas ele conseguiu que Atkins viesse de Oxford e William F. Buckley para moderar o debate. Se você assistir ao vídeo, você vai ver na platéia pessoas como Fritz Schaeffer, Michael Behe, Ravi Zacharias, e Eddie Tabash. Na verdade, quando eles cortaram as Perguntas & Respostas do público, você verá que Ravi Zacharias está na esquerda em pé no microfone. Que oportunidade desperdiçada!
4. Hector Avalos no Iowa State University. A queda de neve de sete polegadas não manteve os 3.000 alunos longe desse debate! Esse debate me obrigou a lançar um ataque preventivo incomum e arriscado no meu discurso de abertura sobre os métodos de Avalos. O debate foi memorável por causa da grande “bola suave” que Avalos lançou, ao exigir que eu citasse o aramaico que há por trás de certa frase no Evangelho de Marcos, esperando me envergonhar. Ele não percebeu que eu estava pronto para a citar, não só em aramaico, mas também em hebraico e em grego.
5. Francisco Ayala na Universidade de Indiana no 150º aniversário da Origem das Espécies de Darwin. Eu tinha escutado Ayala falar em uma palestra alguns meses antes, quando ambos estávamos na Universidade de Pequim e me perturbou profundamente a maneira como ele enganou os estudantes chineses atacando argumentos homem de palha para o Design Inteligente. Eu pensei, “eu gostaria de debater com ele algum dia sobre a viabilidade do Design Inteligente”. Logo depois, eu tive a chance. Meu objetivo nesse debate foi, não ser a favor do Design Inteligente na biologia, mas apenas defender a sua viabilidade contra as caricaturas de Ayala. Particularmente gostei de ler para o público da Caixa Preta de Darwin, de Behe, que o olho humano NÃO é um exemplo de complexidade irredutível, ao contrário da descaracterização da obra de Behe, de Ayala.
6. Richard Carrier no Northern Missouri State. Com um diploma em história antiga, Carrier havia se tornado a "grande esperança branca" para muitos na subcultura infiel. Portanto, havia muito peso nesse debate. Carrier queria debater a fiabilidade geral dos Evangelhos, mas eu estava interessado em defender a historicidade da ressurreição de Jesus, a qual é bastante independente das alegações gerais de fiabilidade. Ele concordou com o tema da ressurreição, mas, para minha surpresa, tentou mudar o debate para o tema da fiabilidade geral, com o resultado de que, em grande parte, nós não interagimos. Meu objetivo nesse debate não era apenas defender a historicidade do túmulo vazio, das aparições post-mortem [pós-morte] e a origem da crença dos discípulos de Jesus na sua ressurreição, mas para expor a exegese Paulina falha na raiz do ceticismo de Carrier. Devo dizer também que na longa viagem para o aeroporto no dia seguinte, eu achei Richard um sujeito muito simpático e particularmente admirei seu serviço ao nosso país a bordo de um submarino nuclear naval!
7. John Dominic Crossan na Igreja histórica Moody em Chicago. Crossan era naquela época um sujeito importante no Seminário de Jesus e um proeminente erudito do Jesus histórico. Foi um dos meus primeiros debates como um historiador profissional de Novo Testamento e eu me perguntava como meus argumentos iriam se sair. À medida que o debate se desenrolava, eu estava atordoado porque Crossan pensava que explicar a prioridade de Marcos e a hipótese das duas fontes era suficiente para desfazer a erudição bíblica evangélica. Eu acho que o momento-chave no debate, que foi moderado pelo inimitável William F. Buckley, veio quando Crossan admitiu que no seu ponto de vista durante a era Jurássica, quando não existiam seres humanos, Deus não existia. Não admira que ele negue a realidade de milagres como a ressurreição!
8. Bart Ehrman, em Holy Cross. Fiquei intrigado pela história do início [primitiva] da vida de Ehrman, tão parecida com a minha até chegarmos nos estudos de doutorado. Ao ler seu trabalho, fiquei chocado ao descobrir que seu ceticismo sobre a ressurreição de Jesus não foi historicamente baseado — ele admitiu todos os fatos que defendo no meu trabalho — mas foi enraizado em uma versão requentada da objeção de Hume a milagres. Assim, no debate, expliquei por que o argumento de Hume é demonstravelmente falacioso, explicando pacientemente o cálculo de probabilidades, a que Ehrman respondeu dizendo que não se pode usar a matemática para provar a existência de Deus!
9. Antony Flew na Universidade de Wisconsin. Flew foi talvez o filósofo mais influente do século XX para o ateísmo. Foi um privilégio debater com ele. Cerca de 4.000 estudantes foram à fieldhouse naquela noite (a noite de um jogo de basquete, para arrancar!). Eles simplesmente desapareceram com as luzes. Flew estava nervoso ("Minha esposa me disse que eu nunca deveria ter me envolvido nisso", ele me disse durante o jantar antes do nossa debate). O que as pessoas que veem o vídeo não percebem, porém, é que quando ele começou a falar seu microfone falhou. Alunos do público começaram a gritar: "Não é possível ouvi-lo!" "Fale mais alto!" Flew ficou agitado e começou a caminhar pelo palco, dizendo com raiva: "Se isto não vai funcionar, é melhor também cancelar tudo!" Eu estava com medo de que ele fosse sair do palco! Eles rapidamente deram-lhe o microfone do meu pódio. Ele continuou, mas nunca realmente se recuperou.
10. A. C. Grayling na Oxford Union. Que emoção debater diante de uma casa lotada no mesmo lugar onde Churchill e outros grandes parlamentares debatiam! Quando Grayling, que tem cabelo longo e liso, entrou na câmara, ele olhou para mim e disse: "Você ganha pela melhor gravata." Eu respondi: "Você ganha pelo melhor cabelo!" Ele disse: "Então, nós empatamos." O tema daquela noite era difícil, emocionalmente: "Será que é racional acreditar em Deus à luz de tsunamis?"Mas eu senti que o debate foi muito bem.
11. Sam Harris na Universidade de Notre Dame. Foi um privilégio ser convidado pelo Centro de Filosofia da Religião na UND para me envolver nesse debate! Eu estava consciente de que nesse debate eu estava diante de meus próprios colegas filosóficos no departamento de Notre Dame e então eu estava ansioso para me desenvolver bem. Eu desenvolvi alguns argumentos muito poderosos contra a teoria moral naturalista de Harris, e para minha surpresa, ele nem sequer tentou responder às minhas objeções durante o debate, mas apenas tentou perseguir arenques vermelhos.
12. Christopher Hitchens na Universidade Biola. Eu recusei mais de uma vez o convite do Dr. Craig Hazen para participar nesse debate, sabendo que Hitchens tinha pouca compreensão dos argumentos, mas era um retórico de língua dourada. Achei que seria um desperdício de tempo. Mas Dr. Hazen explicou que a associação de estudantes já estava presa com os honorários de Hitchens se alguém aparecesse para debater com ele ou não. Então, eu cedi e estou feliz que tenha feito isso! Mais de 800 mil pessoas já assistiram a esse debate no YouTube, tornando-o, de longe, o debate mais visto em que eu já estive. A propósito, todo mundo que eu conheço realmente gostava de Hitchens e muitos estavam orando por ele ao enfrentar seus últimos dias com câncer de esôfago.
13. Doug Jesseph na North Carolina State. Antes desse debate eu estava me sentindo um pouco descontente com os muitos debates pobres em que eu havia participado até então, e queria saber o que aconteceria se eu tivesse um oponente realmente bom? Eu estava presses a descobrir. Eu sabia que algo estava acontecendo quando Jesseph insistiu em ir primeiro no debate, embora a afirmativa sempre vá primeiro. Por que ele queria quebrar o protocolo e ir primeiro? perguntei a mim mesmo. Aposto que ele vai lançar um ataque preventivo contra os meus argumentos antes mesmo de eu dá-los! Certamente, isso foi exatamente o que ele fez! Ele passou por meus argumentos em ordem e apresentou duas ou três acusações a cada um. Nossa, eu entrei numa fria agora! eu pensei. Mas, é claro, eu estava esperando que ele fizesse isso, então eu tinha preparado um breve discurso que me deu tempo de responder improvisadamentesuas objeções e pelo menos me trazer de volta ao mesmo nível. À medida que o debate avançava, a vantagem parecia balançar após cada discurso sucessivo, e não foi até a refutação final que eu senti que eu passei à frente. Depois, eu apertei sua mão e disse: "Você é um debatedor muito bom!" "Obrigado", ele disse, "Eu estava no meu time de debate na universidade." Ha! Então ele combinou profundidade filosófica com treinamento em debate, fazendo dele um grande adversário.
14. H. Hoerster na Technische Universität München. Para esse debate eu estava de volta em Munique, onde eu tinha feito meu doutorado na Universidade de Munique. Hoerster era um agitador típico de pensamento livre, com uma profundidade filosófica o suficiente para ser perigoso. Eu senti que tentar debater em alemão daria uma vantagem muito grande para ele, então nós concordamos que eu daria meu discurso de abertura em alemão e minhas refutações em inglês, com tradução espontânea. Hoerster, é claro, fez a coisa toda em alemão. Durante a oração com os professores cristãos antes do debate, um dos professores orou: "Senhor, faça com que o salão não esseja quase vazio." Oh, homens de pouca fé! O grande salão logo encheu totalmente, e Hoerster e eu tivemos um grande debate. Um fato interessante: entre Hoerster, eu e o moderador Daniel von Wachter, estavam representados seis doutorados ganhos! Só na Alemanha!
15. Lawrence Krauss na North Carolina State. Foi uma experiência assustadora debater com um eminente físico sobre o tópico "Existe evidência científica para Deus?" Eu me preparei muito para o debate e assim fiquei surpreso porque as objeções de Krauss nunca realmente foram além do nível um, por assim dizer. O que foi particularmente bizarro foi quando ele começou a tirar a camisa, revelando uma camiseta com as palavras "2 + 2 = 5, para valores muito grandes de 2." Quê?
16. Paul Kurtz no Franklin and Marshall College. Um ano antes, Alan Dershowitz encarou Alan Keyes para um debate turbulento como parte desta série financiada. Senti-me honrado quando o Prof. Michael Murray me convidou para debater com o famoso filósofo humanista Paul Kurtz sobre o tema: "Podemos ser bons sem Deus?" Eu estava determinado que o nosso debate seria consideravelmente mais substantivo do que o debate do ano anterior. Kurtz parecia não entender o meu argumento moral a favor de [da existência] Deus, mas achou que eu estava dizendo que os ateus não podem ser boas pessoas.
17. Gert Lüdemann no Boston College. Lüdemann é o principal crítico alemão da historicidade da ressurreição de Jesus, e assim, tendo escrito minha tese de doutorado na Alemanha sobre a credibilidade da ressurreição de Jesus, eu estava ansioso para cruzar espadas com ele sobre esta questão. Lüdemann defende uma teoria psicanalítica da origem da crença dos discípulos na ressurreição de Jesus, com base em visões de Jesus após a sua morte induzidas por culpa. Eu preparei uma longa crítica do que chamei a Hipótese da Alucinação, que achei, que tinha ido bem. Na manhã seguinte ao debate, Jan e eu estávamos tomando café da manhã com Lüdemann no refeitório dos padres. Jan lhe perguntou incisivamente: "O que você faz com o pecado em sua vida?" Ele respondeu: "Eu vou para a terapia." Fomos surpreendidos. "Bem, o que o terapeuta faz por você?", perguntamos. Lüdemann respondeu: "Ele induz visões em mim". Eu estava atordoado. Parecia mais um exemplo do que havia sido dito na linha dos pesquisadores da Vida de Jesus do século XIX: "Cada um olhou para baixo no longo poço da história e viu seu próprio rosto refletido no fundo".
18. Peter Millican na Universidade de Birmingham. O que fez esse debate contra um erudito excelente de Hume tão memorável para mim é que ele teve lugar no Grande Salão da Universidade de Birmingham, onde eu tinha feito o meu doutorado em filosofia com John Hick. Na verdade, na tarde do debate, Jan e eu visitamos John em sua casa. Ele faleceu poucos meses depois. O belo Grande salão estava lotado naquela noite para o evento e muitos desde então já me disseram que a troca com Millican foi o debate mais substancial em que eu estive, verdadeiramente um bom debate.
19. Henry Morgenthaler, várias vezes em todo o Canadá. Morgenthaler foi um infame abortista canadense e presidente da Associação Humanista canadense. Ele concordou com uma série de debates sobre "Humanismo vs. Cristianismo", com a condição de que não iria discutir o aborto (um tema do qual ele estava cansado). Isso foi ótimo para mim, por isso vários debates foram programados. Antes de voar para o Canadá eu estava em Thousand Oaks, Califórnia, falando em uma igreja. Após o culto um homem se aproximou de mim e se apresentou como alguém que trabalha com pessoas em Hollywood. Ele disse: "Eu não estou dizendo que você está mal vestido, mas a roupa faz uma declaração sobre você mesmo, e se você estiver indo debater com essa pessoa proeminente no Canadá, você precisa ter certeza de que está fazendo a declaração correta. Eu gostaria de ajudá-lo se você estiver disposto." Eu respondi: "Olha, eu não quero parecer um televangelista endinheirado. Eu prefiro parecer um pouco ultrapassado." Ele disse: "Eu entendo. Mas podemos fazer a declaração correta sem ser extremista." Então ele me levou naquela tarde para ver seu alfaiate em Nordstroms. Ele me comprou um belo terno cinza carvão com uma listra rosa, um par de sapatos sociais, um par de camisas social branca, e duas gravatas de seda. Eu fiquei espantado. Eu me senti como Elisa Doolittle em "Minha Querida Dama"! E consequentemente, após o primeiro debate a história no jornal, no dia seguinte, descreveu Morgenthaler e eu como "um estudo de contrastes" e comentou, em particular, seu terno amarrotado em contraste com meu terno. Ha! Morgenthaler, por sinal, tinha muito pouco a dizer em resposta aos meus argumentos para o teísmo cristão, e assim reverteu falando sobre o aborto em todos os nossos debates restantes.
20. Alex Rosenberg na Universidade de Purdue. Gostei muito desse debate, talvez porque eu tivesse me preparado muito para ele. Rosenberg, obviamente, tinha sido treinado para dizer em seu discurso de abertura que eu estava usando os mesmos velhos argumentos, ignorando o fato de que dois deles eram totalmente novos e nunca tinham sido usados por mim antes. Eu gostei especialmente de oferecer uma crítica ao seu naturalismo metafísico, uma vez que em todos os casos ele mesmo fornece a premissa chave que reduz sua opinião ao absurdo.
21. Peter Slezak no Town Hall, Sydney, Austrália. O que fez esse debate tão memorável foi o extraordinário Sydney Town Hall. A frente do auditório é coberta com cortinas vermelhas brilhantes que ladeiam o maior órgão de tubos que eu já tinha visto. Os assentos acolchoados combinam com a cor da cortina. O técnico que comandou as luzes me disse que ele tinha trabalhado há dez anos ali e nunca tinha tido que ligar todas as luzes porque o salão nunca tinha ficado tão repleto antes como estava naquela noite. Foi um belo local para uma troca muito boa.
22. Spangenberg-Wolmarans, em Pretoria, África do Sul. Foi o cenário africano que fez esse debate especial. Eu me uni com Mike Licona para assumir esses dois teólogos Sul Africanos radicais do chamado movimento "Nova Reforma" sobre o tema da ressurreição histórica de Jesus. Os cristãos sul-africanos nos afirmaram diversas vezes quão crucial esse debate foi à igreja na África do Sul. Como acontece muitas vezes, esses dois teólogos foram simplesmente incapazes de responder às críticas ao seu ponto de vista ou de derrotar um caso histórico para a ressurreição de Jesus. Diversas vezes eles recorreram a arenques vermelhos para tentar nos tirar do tópico, mas Mike firmemente resistiu à tentação e manteve o debate na pista. Mike é um ótimo parceiro de pega-pega, e nós realmente nos conectamos nesse debate. Depois, um Spangenberg obviamente indignado disse-nos: "Vocês podem ter ganho a batalha, mas não a guerra!"
23. John Shelby Spong no Bethel College, Indiana. Spong é um bispo episcopal radical que nega a ressurreição histórica de Jesus, juntamente com a maioria das outras doutrinas cristãs. Ele acha que a crença na ressurreição de Jesus originou quando Simão Pedro teve uma experiência mística de Jesus após sua crucificação, que ele foi incapaz de articular, e por isso ele adotou a linguagem apocalíptica judaica da ressurreição dentre os mortos para expressar o que ele tinha experimentado. Além disso, todos os outros discípulos juntaram-se a esse uso de terminologia enganosa. Chamei esta teoria de a "Teoria do Simples Simão", uma vez que faz de Pedro um simplório. O Judaísmo tinha a linguagem para expressar experiências místicas, e a linguagem da ressurreição deturpa totalmente o que tinha acontecido. No dia do debate eu estava muito doente, com gripe, mas Jan cuidou de mim até o momento em que começamos, e, em seguida, a adrenalina tomou conta. Após o debate, Spong nos confidenciou: "Realmente, eu sou apenas um místico!" Caramba, assim como Simão Pedro!
24. Tjörbörn Tannsjö em Gotemburgo, Suécia. Eu estava na Suécia para uma turnê de palestras organizadas pela universidade Credo Academia, de Estocolmo. Foi-me dito por um proeminente filósofo sueco, durante a turnê, que literalmente não há nenhum filósofo cristãos na Suécia. O clímax da turnê de palestras foi uma conferência que contou com um debate com o eticista líder da Suécia, um filósofo que goza de grande exposição na mídia sueca. Assim, o nosso debate sobre os fundamentos da moralidade foi um acontecimento importante. Foi muito bem, e no final Tannsjö admitiu que, se Deus não existe, então " todas as coisas são permitidas."
25. Lewis Wolpert no Central Hall, Westminster. Uma vez que os organizadores da minha turnê de palestras na Inglaterra de 2011 não conseguiram Richard Dawkins, eles conseguiram o próximo na fila, que era o biólogo Lewis Wolpert. Eu nunca havia debatido em um local mais majestoso do que Central Hall. Do outro lado da rua da Abadia de Westminster, é um salão grande e ornamentado. Os organizadores não tinham certeza se 200 ou 2.000 pessoas iriam aparecer para esse debate. Acabou que 2.200 encheram o salão. O debate foi moderado pela celebridade da BBC John Humphries, que é uma espécie de Mike Wallace de televisão britânica. Ele fez um ótimo trabalho, e a parte do diálogo da noite foi especialmente divertida. Foi um ótimo pontapé inicial para o que acabou por ser uma turnê extraordinária.
26. Frank Zindler na Igreja Comunitária de Willow Creek. Esse debate foi organizado pelos dois pastores de Willow Creek, Lee Strobel e Mark Mittelberg. Eles nos trouxeram da Bélgica para debater com o representante escolhido do Ateus Americanos, Frank Zindler. Bill Hybels disse para Mark e Lee que ficaria feliz se 300 pessoas aparecessem para esse debate. Bem, as pessoas começaram a chegar no início da tarde. Os guardas de trânsito de Willow Creek heroicamente amontoaram centenas de carros no estacionamento a mais do que a sua capacidade normal. Quando eles finalmente abriram as portas, as pessoas correram pelos corredores para encontrar lugares. Todo o auditório de 5.000 assentos foi preenchido em 30 segundos. Uma mulher depois exclamou: "Quando foi a última vez que você viu pessoas correndo para dentro da igreja?" Ao todo, cerca de 8.000 pessoas lotaram os vários locais, tornando-se o maior evento interno que Willow Creek já havia feito. Além disso a tarde antes do debate, a WMBI em Chicago foi para a igreja e carregou a mão os equipamentos até o telhado para erguer um transmissor de rádio para transmitir o debate, ao vivo, ao redor da área de Chicago, completo com comentários. Mais tarde, ouvi falar de uma família no sul de Wisconsin que estava ouvindo o debate até que o sinal começou a desaparecer. Eles, então, se mudaram para o carro da família na garagem, onde eles poderiam obter uma recepção clara. Eles disseram que os vizinhos devem ter pensado que eram loucos, todos eles sentados no carro, na garagem, na torcida e aplaudindo! Há uma centena de histórias sobre esse debate incrível. Aqui está uma delas: Zindler havia publicado bastante em revistas ateias obscuras. Chad Meister tinha um grupo de voluntários em Willow, em sua classe de Defensores que rastrearam essas diversas fontes para mim. Mas ninguém conseguiu localizar uma revista ateia em particular em que Zindler tinha vários artigos. Mesmo a enorme Biblioteca Pública de Chicago não tinha assinatura dela. Um dia, Chad ou um de seus voluntários estava na Biblioteca Rolfing, na Trinity Evangelical Divinity School, minha universidade mãe. Ele comentou com um dos bibliotecários estudantes sobre sua frustração em encontrar esta revista. "Vem comigo", disse o estudante, e ele o levou para o andar de baixo, para os arquivos da biblioteca no porão. "Durante anos, alguém tem doado para a Trinity uma assinatura dessa revista, mas não as colocamos fora." E ali havia a coleção completa da revista ateia! Na Trinity, de todos os lugares! Você pode imaginar? O debate naquela noite foi emocionante, e dos três cristãos envolvidos nele, Lee, Mark, e eu, cada um passou a ter um ministério apologético significativo.
Que vida!
- William Lane Craig