#793 Inspiração verbal
August 05, 2022Em relação ao ensino no curso Defenders sobre a doutrina da revelação, como a inerrância bíblica parece ser descrita como aquilo que a Bíblia ensina, sendo por ela limitada, o senhor estaria dizendo que as Escrituras, por serem verbais, são igualmente limitadas? Parece que não é o que está dizendo, o que acho um pouco confuso, embora esteja, provavelmente, correto.
Agradeço pelo curso Defenders e o considero extremamente útil.
Se minha pergunta não parecer tão óbvia assim, agradeceria a sua atenção.
Muito obrigado!
Jan
Canada
Dr. Craig responde
A
É tão gratificante saber que você esteja ouvindo o curso Defenders, Jan! Se você ficar firme nele, receberá o equivalente a uma formação em teologia sistemática no nível de seminários.
Você tem razão que eu limito a inerrância bíblica aquilo que a Bíblia ensina. É o que 2 Timóteo 3.16 nos diz, e é nisto que a maioria dos evangélicos acredita. (Onde diferem é no que a Bíblia ensina. Isto precisa ser determinado de maneira indutiva.)
Também aceito a inspiração verbal das Escrituras, ou seja, que as próprias palavras das Escrituras, e não apenas as ideias ou o conteúdo proposicional, são a Palavra de Deus para nós. Porém, nem todas as palavras das Escrituras servem ao fim de instruir. Há também outros propósitos. Além disso, defendo que um compromisso com a inspiração verbal não implica uma teoria do ditado para a inspiração. Antes, dada a perspectiva do conhecimento médio que defendo, Deus pode soberanamente assegurar que os autores das Escrituras escrevam de modo livre o que Deus queria comunicar-nos. Isto é compatível com a afirmação de que Ele não teria se importado caso tivessem, ocasionalmente, escolhido outras palavras, desde que aquilo que, de fato, escreveram nos comunique com precisão a Sua mensagem para nós.
- William Lane Craig