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#121 O Universo em Sintonia Fina Sintonia Fina e Improbabilidade

September 25, 2014
Q

Nós vivemos em um universo que é finamente sintonizado - um universo em que as constantes e quantidades fundamentais são precisamente configuradas para a existência de vida. As probabilidades de que essas constantes se alinhassem para serem propícias à vida por vias aleatórias são mais do que astronomicamente pequenas; portanto pode-se concluir que o universo foi projetado. Mas isso significa que outros eventos incrivelmente improváveis também implicariam na existência de um Projetista? Dr. Craig corrige o autor de uma pergunta que presume que o universo finamente sintonizado mostra sinais de ter sido projetado apenas por causa de sua improbabilidade. Em vez disso, podemos propriamente detectar design quando a ocorrência em questão é não somente improvável, mas também se conforma a um padrão independente. Nosso universo finamente sintonizado exibe essas duas qualidades.

Dr. Craig,

Estou interessado em como o argumento teleológico pode escapar da crítica de alguns que argumentariam que se um evento infinitamente improvável como a sintonia fina do universo pode justificar a crença em um Deus, então o que dizer de outros eventos incompreensivelmente improváveis?

Por exemplo, imagine um universo possível que é muito maior do que o nosso, em que só existem duas pequenas pedras espaciais, mas elas estão localizadas em diferentes cantos do universo. A possibilidade dessas duas pequenas pedras colidirem é fantasticamente improvável, mas se acontecesse teoricamente, isto justificaria uma explicação sobrenatural?

Ariel

United States

Dr. Craig responde


A

Universo em Sintonia Fina

Sim, nosso universo finamente sintonizado é improvável, Ariel, mas se você ler o trabalho dos teóricos do Design Inteligente, você verá que nenhum deles apela simplesmente para a alta improbabilidade de um evento ou coisa como a base para uma inferência de design. Sua própria existência, por exemplo, ocorreu devido à incrivelmente improvável união de um certo espermatozóide com um certo óvulo, porém nós não inferimos com base nisso que sua concepção foi inteligentemente projetada.

O presidente do movimento contemporâneo de Design Inteligente William Dembski argumenta que, além da alta improbabilidade, também deve haver conformidade a um padrão independentemente dado. Quando estes dois elementos estão presentes, nós temos o que Dembski chama de “complexidade especificada”, que é a dica que aponta para o design inteligente. Assim, em um jogo de pôquer, por exemplo, qualquer distribuição de cartas é igualmente e altamente improvável, mas se você percebe que toda as vezes um certo jogador recebe todos os quatro Ases você pode apostar que isso não é um resultado aleatório, mas sim um resultado obtido por meio de design.

No seu exemplo, se as duas pedras colidissem, você não inferiria nem design nem chance como a melhor explicação, mas uma terceira alternativa, necessidade física. Como a gravitação age sob distâncias infinitas, é certo que essas duas massas irão colidir em algum momento no futuro. O que justificaria uma inferência de design seria se as pedras se quebrassem em pedaços que, depois de se juntarem, formassem a seguinte frase: “Seja bem vindo a Via Láctea”.

Para detectar design procure por alta improbabilidade juntamente com um padrão independentemente dado. Nosso universo finamente sintonizado mostra essas duas qualidades e essa é a razão pela qual nós inferimos um design.

- William Lane Craig