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Doutrina da Revelação (Parte 5): As propriedades da inspiração

March 01, 2023

No nosso curso Defenders, andamos pensando sobre a doutrina da inspiração das Escrituras. Vimos as qualidades da inspiração.

Esta seção do esboço leva o título de extensão da inspiração, o que, provavelmente, pode gerar confusão. Deveria, provavelmente, ser as propriedades da inspiração porque, embora as primeiras duas propriedades lidem mesmo com a extensão da inspiração, a terceira não.

Em relação à inspiração, vimos que ela ser plenária significa que toda a Escritura é inspirada por Deus. Não é como se houvesse, simplesmente, alguns livros ou algumas porções desses livros que fossem inspirados, mas, sim, que a inteireza das Escrituras é o portador da inspiração de Deus. Assim, a inspiração é plenária.

A segunda qualidade tem a ver com a profundidade da inspiração, ou seja, a inspiração é verbal. Não é apenas a amplidão da Escrituras em sua inteireza, mas recai até sobre as próprias palavras da Escritura, que são inspiradas.

Assim, as primeiras duas propriedades da inspiração dizem respeito à extensão da inspiração: a sua amplidão e a sua profundeza. Porém, a terceira propriedade é que a inspiração é confluente. Advém da palavra que significa “fluir em conjunto”. A ideia aqui é que a Escritura é o produto tanto de autores humanos quanto do autor divino. Deus é o autor da Escritura, mas as Escrituras também são produtos humanos. Pessoas escreveram as Escrituras. Os livros que escreveram refletem as suas personalidades individuais, os seus vocabulários, a sua instrução, a sua formação e assim por diante. São produtos deveras humanos. A doutrina correta da inspiração precisa ser confluente para permitir à Escritura ser tanto produto humano quanto divino.

DISCUSSÃO COMEÇA

Aluno: Para interpretar as Escrituras, o que consideraríamos o livro de Macabeus, já que não é católico? [Editor: quem fez a pergunta parece indagar sobre os livros de 1 e 2 Macabeus, que estão na Bíblia católica romana, mas não na Bíblia protestante e, portanto, não são “católicos” ou universais.]

Dr. Craig: Isto tem a ver com a questão do cânon das Escrituras, que discutiremos adiante. A questão do cânon das Escrituras tem a ver com quais livros pertencem, de fato, às Sagradas Escrituras. Quais livros são mesmo soprados por Deus? No caso, católicos e protestantes diferem em relação a alguns livros desses livros, como 1 e 2 Macabeus. Os protestantes os consideram apócrifos, no sentido de que não são parte da Escritura. Não são inspirados por Deus, embora talvez sejam — e o são — fontes históricas valiosas para aprender sobre o judaísmo intertestamentário e a história de Israel.

Os Reformadores protestantes, como Calvino e outros, tinham essas escrituras católicas apócrifas em muito alto estima, considerando que podiam ser fonte de sabedoria real, instrução e auxílio, embora lhes negassem a condição canônica de serem inspiradas. Trataremos desta questão um pouco mais adiante. Ela não afeta em nada o que falamos até o momento.

Aluno: Ampliando esta questão, toda a revelação vem de Deus. Assim como a Bíblia recorda com exatidão a queda e os pecados de Davi, em certo sentido toda a criação é Escritura exata. Caso se tenha a perspectiva de Deus, será possível enxergar... em outras palavras, há um sentido em que tudo, quando visto pelos olhos de Deus para enxergar o erro onde ele está, tudo conta com exatidão o que está errado. As pessoas têm mal-entendidos. Conseguiu acompanhar o que eu disse?[1]

Dr. Craig: Você está dizendo que, em certo sentido, toda a criação é revelação de Deus?

Aluno: Correto. Ao ver como as pessoas interpretaram erroneamente diferentes coisas. Assim como Macabeus talvez não tenham o mesmo sentido de uma verdadeira Escritura, livre de erros. Estou questionando o que é livre de erro, pois as pessoas podem pegar a verdadeira Escritura absoluta e interpretá-la incorretamente.

Dr. Craig: Sem dúvida, é verdade, mas acho importante reconhecermos que ainda não abordamos a questão da inerrância das Escrituras. Um livro pode ser inerrante, mas não inspirado. Talvez se tenha uma lista telefônica, por exemplo, que foi revisada e organizada com tanta atenção que é inerrante. Isto, porém, não a faria inspirada. Igualmente, a questão de a inspiração acarretar e implicar a inerrância ou não é algo que ainda não abordamos. Será questão adicional que trataremos mais adiante. Muitas pessoas pensam que a inspiração das Escrituras não implica que as Escrituras sejam inerrantes. Mesmo quem pensa que ela implique, sim, inerrância sempre a limitará em algum sentido, em vez de dizer que ela se aplica a simplesmente tudo que pode ser lido na Escritura. Assim, a questão da inerrância é algo de que podemos tratar mais adiante. Ainda não foi abordada. Por ora, estamos falando, simplesmente, sobre esta propriedade de ser soprados por Deus, de ser inspirado por Deus. O que isto implica quanto à veracidade e inerência é questão subsequente de que trataremos mais adiante.

Aluno: Falamos da Sabedoria de Salomão algumas semanas atrás. Paulo o citou. Sei que não faz parte do cânon, mas seria considerado inspirado?

Dr. Craig: Não, pelo menos não por protestantes. É interessantíssimo que haja mesmo citações de alguns desses livros extrabíblicos nas próprias Escrituras. Você mencionou a semelhança do que Romanos 1 diz com a Sabedoria de Salomão, que poderia mostrar que, talvez, Paulo sabia disso. Porém, além disso, há passagens nas Escrituras que parecem realmente referir-se a esses livros apócrifos. Estou pensando aqui, por exemplo, em Judas. Leiam Judas 14: “A respeito deles também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo” etc. etc. No caso, ele está se referindo a esse livro não-canônico de Enoque e citando-o. Assim, mesmo os autores da Escritura, por vezes, citarão esses livros não-canônicos. Isto não quer dizer que os endossassem como se fossem Escritura ou inspirados, mas, do mesmo modo em que Paulo citará dos poetas gregos e da literatura grega, eles, por vezes, citarão até mesmo esses livros não-canônicos ou apócrifos. Porém, não se deve entender que isto implica que sejam, portanto, Escrituras e tenham a propriedade de serem sopradas por Deus ou inspiradas.

Aluno: O terceiro elemento nesta reflexão é verdade. Algo pode ser verdadeiro — como essas citações de Enoque, por exemplo, ou de onde for — e não necessariamente inspirado. Há coisas que lemos que são verdadeiras, mas não quer dizer que haja inspiração.

Dr. Craig: Com certeza. Como disse, a verdade não indica inspiração. Aqui vai outro exemplo em que pensei: Atos 17, o discurso de Paulo na Colina de Marte, versículo 28. Ele cita dos poetas grega. Diz ele:

Ele, de fato, não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como também alguns dos vossos poetas disseram: “Pois dele também somos geração”. Sendo nós gerados por Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante ao ouro, à prata...

Ele entende que o que este poeta disse é verdadeiro e o cita como forma de criar uma conexão com o seu público. Simplesmente em virtude de haver a citação de algo, não quer dizer que se está dizendo que se trata de documento inspirado, soprado por Deus.[2]

Aluno: Estou com dificuldade de acompanhar. Qual, então, é a sua definição de inspiração, se temos a extensão — as propriedades — dela? Assim, como é que determinados que algo foi inspirado, se não atentamos que aquilo que disseram no cânon foi referido como citações sopradas por Deus de Escrituras anteriores? Fico um pouco perdido com o que, de fato, seja a definição de inspiração.

Dr. Craig: Definimos a revelação como se fosse uma comunicação da parte de Deus. Assim, se algo é inspirado, quer dizer, literalmente, soprado por Deus. Este texto que tem a propriedade de ser inspirado é soprado por Deus, ou seja, é a Palavra de Deus para nós. É a comunicação dele a nós e, portanto, é revelação. Ora, como tais, essas revelações da parte de Deus podem citar outras fontes, sem dizer que elas sejam também revelação e sopradas por Deus. Quanto ao modo de sabermos quais documentos são inspirados, trata-se de questão adicional que abordaremos mais adiante. Em certo sentido, é a questão do cânon, mais uma vez. Como é que sabemos que alguma suposta revelação de Deus é inspirada? Trataremos da questão mais adiante. Mas um passo de cada vez. Por ora, estamos, simplesmente, vendo as propriedades da inspiração: ela é plenária, verbal e confluente. Isto, por si só, suscitará algumas questões interessantíssimas, antes de chegarmos às questões subsequentes acerca do que a inspiração acarreta em relação à inerrância e de que maneira podemos saber se algo é inspirado. São questões subsequentes do ponto de vista lógico que discutiremos mais adiante. São questões excelentes que abordaremos.

DISCUSSÃO TERMINA

Ora, a inspiração das Escrituras é plenária, verbal e confluente. A questão, então, é esta: como se obtém um texto assim? Como tal texto é inspirado? Isto nos leva a teorias de inspiração.

A primeira teoria de inspiração que talvez pareça a mais óbvia seria a teoria do ditado, a saber: Deus diz ao autor humano o que escrever e o autor humano, simplesmente, registra o que Deus lhe ditou. Segundo esta visão, os autores da Escritura são, essencialmente, estenógrafos. Recebem o ditado da parte de Deus e escrevem o que ele lhes diz, quando lhes pede para fazê-lo, e, portanto, a Escritura é a Palavra de Deus para nós.

Trata-se, essencialmente, da visão islâmica de inspiração. É nisto que os muçulmanos creem sobre o Alcorão. O Alcorão não foi escrito por Maomé. O Alcorão foi ditado por Alá a Maomé, e Maomé é, simplesmente, quem faz o registro — um estenógrafo — e escreve o ditado que Deus lhe deu no Alcorão. Assim, a pergunta é a seguinte: será que este tipo de teoria da inspiração também se aplica aos livros da Bíblia, da mesma maneira que o muçulmano pensa, ao menos, ser aplicável ao Alcorão?

Há concordância praticamente geral — penso ser universal — que a teoria do ditado seja inadequada. Ela não explica a natureza das Escrituras de maneira adequada, em particular com relação à propriedade de ser confluente. Sem dúvida, o ditado poderia gerar a inspiração plenária. Poderia gerar inspiração verbal, caso a pessoa a fazer o ditado desse as próprias palavras. Porém, não gerará a inspiração confluente, porque o autor humano, no caso, não desempenha nenhum papel. Ele, simplesmente, escreve o que Deus lhe diz. Assim, não é bem produto desse autor humano.[3]

Isto encontra dificuldades para encaixar-se com alguns dos dados das Escrituras. Por exemplo, as chamadas levicula da Bíblia, ou seja, os elementos nas Escrituras que são, literalmente, leves ou triviais, por assim dizer. Para dar um exemplo, veja o último capítulo de Romanos, a carta de Paulo aos Romanos, em que ele envia todas essas saudações a esses diversos cristãos romanos. Ele diz coisas como (no versículo 16.6):

Cumprimentai Maria, que trabalhou muito por vós. Cumprimentai Andrônico e Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais se destacam entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim. Cumprimentai Amplíato, meu amado no Senhor. Cumprimentai Urbano, nosso cooperador em Cristo, e Estáquis, meu amado. Cumprimentai Apeles, aprovado em Cristo. Cumprimentai os da família de Aristóbulo. Cumprimentai Herodião, meu parente. Cumprimentai os da família de Narciso, que estão no Senhor. Cumprimentai Trifena e Trifosa, que trabalham no Senhor. Cumprimentai a amada Pérside, que muito trabalhou no Senhor. Cumprimentai Rufo, eleito no Senhor, e sua mãe, que tem sido minha mãe também. Cumprimentai Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e os irmãos que estão com eles. Cumprimentai Filólogo e Júlia, Nereu e sua irmã, Olimpas e todos os santos que estão com eles.

Será que devemos mesmo pensar que essas saudações são ditadas por Deus e que têm o mesmo tipo de inspiração a acompanhar o ensinamento do livro de Romanos nos seus primeiros doze capítulos? Essas partes leves ou aparentemente triviais das Escrituras não parecem ser coisas que se atribuiriam de maneira apropriada ao ditado divino. Com certeza, podem ser de interesse histórico, mas, na maioria dos casos, não temos sequer ideia de quem eram essas pessoas que Paulo cumprimentou aqui. Assim, essas partes aparentemente triviais da Escritura não parecem entrar muito em acordo com a teoria do ditado ao pensar que Deus ditou a Paulo que saudasse essas diversas pessoas ou dissesse tantas outras coisas que ele dirá, em especial nos desfechos das suas cartas.

A outra parte que enfrenta dificuldades para encaixar-se com o ditado seriam as passagens a expressar as emoções tão humanas dos autores, com a personalidade e emoções dos próprios escritores se tornando tão visíveis. Sem dúvida, não parecem um ditado da parte do Senhor. Parece que o autor está, de fato, expressando a sua ira ou gozo na sua palavra escrita. Há salmos a expressar terrível ira por parte do salmista, em que ele invoca a maldição de Deus sobre o povo, e parece muito inadequado pensar que Deus os tenha ditado. Vejam Salmo 139.19-24:

Quem me dera matasses o perverso, ó Deus,

e se afastassem de mim os assassinos,

homens que se rebelam contra ti,

e contra ti se levantam para o mal.

SENHOR, não odeio eu os que te odeiam?

Não detesto os que se levantam contra ti?

Eu os odeio com ódio absoluto;

considero-os verdadeiros inimigos.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração;

prova-me e conhece os meus pensamentos;

vê se há em mim algum caminho mau

e guia-me pelo caminho eterno.

 

Aqui e em outros salmos imprecatórios, o salmista expressa as suas próprias emoções e ira que não parecem poder ser atribuídas, com muita plausibilidade, ao ditado.

Assim, a teoria do ditado não pode mesmo explicar uma Escritura confluente, que é o produto tanto dos autores humanos quanto do autor divino. Torna Deus o único autor da Escritura, e não sobra mesmo nenhum espaço para esses elementos tão humanos na Escritura.[4]

DISCUSSÃO COMEÇA

Aluno: Ditado é a teoria que a Igreja Católica adota?

Dr. Craig: Não, não. Por que você diz isso?

Aluno: Ouvi dizer que há uma visão diferente da visão protestante.

Dr. Craig: Não consigo pensar em nenhuma razão para pensar que a Igreja Católica se comprometesse com a teoria do ditado. Como disse, não consigo pensar em ninguém que a adote. Costuma ser só um tipo de espantalho a ser derrubado, porque a Escritura é tão obviamente um produto humano quanto um produto divino. Por isso, não, acho que não estaria correto.

Aluno: Por vezes, claramente é ditado, certo? Mas não cada palavra. Por isso, Jeremias disse: “A palavra do SENHOR veio a mim: ‘Vai e clama aos ouvidos de Jerusalém: Assim diz o SENHOR’”.

Dr. Craig: Sim. Parece mesmo que, ao menos no caso da profecia, Deus lhe dá as palavras para dizer. Mas isto só serve para sublinhar a diferença entre, digamos, a profecia de Jeremias e o livro de Filemon no Novo Testamento, onde Paulo escreve essa carta tão pessoal sobre esse escravo fugitivo e busca assegurar-lhe a liberdade e o perdão. Não parece profecia. Caso se lembre quando apresentamos este assunto pela primeira vez, foi uma das razões que levaram à derrocada da crença na Bíblia enquanto revelação. Pensavam em revelação como se fosse sempre como profecia, e boa parte da Bíblia não é assim. Boa parte da Bíblia é histórica, o resultado de investigação histórica, como o Evangelho de Lucas e o livro de Atos. Outras partes dela são como as cartas de ocasião que Paulo escreveu a diversas igrejas. Parece claro que, se você pensar na revelação como esse modelo profético, boa parte das Escrituras não seria revelação. Mas é por isso que precisamos conceber a revelação de modo mais amplo, como se fosse uma espécie de comunicação da parte de Deus, e não um ditado palavra por palavra.

Aluno: Mais adiante, no mesmo livro, há uma conversa entre Jeremias e Deus.

Dr. Craig: Certo. Acho óbvio que não tenha sido ditada por Deus.

DISCUSSÃO TERMINA

Vejamos a segunda visão que se pode adotar para explicar esses fatores. Seria a visão da acomodação. Segundo esta perspectiva, a ideia é que Deus se acomoda às limitações e ao vocabulário do autor humano, de modo que o que está escrito tem essas qualidades humanas.

João Calvino indicou que qualquer tipo de revelação divina, da parte de Deus, em linguagem humana, envolverá este tipo de acomodação. Deus já está se acomodando a nós, ao falar em grego ou hebraico, não é mesmo? Isto porque não é a língua natural de Deus. Ele já está se acomodando por adotar línguas humanas com as quais se revela. Mas, então, Calvino diria que Deus se rebaixa ainda mais. Ele diz que Deus ceceia na Escritura na maneira em que talvez falaríamos a um bebê, como quando adultos, às vezes, sussurram e falam como crianças ao se dirigiram a uma delas. É esta a maneira em que Deus fala conosco na Escritura: acomodando-se às nossas limitações.

Embora eu pense que a visão da acomodação certamente tenha perspectivas valiosas — obviamente, é verdade que Deus tem de condescender e acomodar-se a nós, a fim de revelar-se a nós em linguagem —, ela não vai bem ao encontro dos problemas da teoria do ditado, oriundos de coisas como os levicula e as emoções humanas que se expressam. Ainda queremos dizer que há alguma maneira em que o autor humano faz seu aporte à Escritura que explicaria coisas como os fenômenos que vimos.[5] A teoria da acomodação não permite bem esse tipo de aporte humano.

Assim, a visão adotada pela maioria das pessoas que creem na inspiração das Escrituras seria a visão chamada de supervisão. Ou seja, o Espírito Santo não dita aos autores humanos o que escrever, mas supervisiona a redação da Escritura de tal maneira que o autor humano escreverá o que Deus ou o Espírito Santo quer que ele escreva. Assim, o autor está sob a direção do Espírito Santo ao escrever, espontaneamente, o que era, então, Palavra de Deus.

Parece acertar cheio, não é mesmo? Isto nos daria a Escritura confluente. Explicaria como a Escritura poderia ser o produto dos autores humanos e refletir as suas personalidades e emoções e limitações, mas poderia também ser de Deus, no sentido em que Deus está a supervisionar a redação da Escritura. Penso, porém, que a dificuldade é entender como isto produzirá a inspiração verbal. Como é que o Espírito Santo pode supervisionar a redação da Escritura de tal maneira que as próprias palavras da Escritura são inspiradas, mas não são ditadas por Deus? É este o problema real. Como é que Deus ou o Espírito Santo pode supervisionar o autor humano de tal maneira a produzir um texto verbal, plenário e inspirado, mas sem ditado? É esta a questão que vamos abordar da próxima vez.[6]


[1] 5:08

[2] 10:07

[3] 15:00

[4] 20:01

[5] 25:03

[6] Duração total: 27:25 (Copyright © 2014 William Lane Craig)